terça-feira, 31 de março de 2015

Novo Site


Gostaria de comunicar que criei um novo site, com um novo layout, novas fotos, postagens e depoimentos .
Convido vocês a visitarem!
Segue abaixo o endereço :
www.microfisioterapiamg.com.br


Abraço

Caroline Nery

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Microfisioterapia



"A microfisioterapia é capaz de encontrar lesões do passado, do presente e compreender o porquê que certas pessoas têm dificuldades de ir para o futuro, de ser livre"

Cicatrizes. Essa é uma palavra que marca o processo da microfisioterapia. Mas, nesse caso, elas não estão na pele, de forma aparente, mas nas células e tecidos de nosso corpo, fruto de eventos e traumas que ocorreram em nossa vida e não fomos capazes de solucionar completamente. Como na pele, essas cicatrizes deixam marcas que podem se manifestar em dores, doenças, alergias e insônias, para citar alguns exemplos. Mas há como eliminá-las.

O caminho para a descoberta dessas marcas e de como ajudar o organismo a ultrapassá-las foi percorrido pelos fisioterapeutas franceses Daniel Grosjean e Patrice Bénini. Percebendo que muitos pacientes voltavam com as mesmas queixas, eles iniciaram uma longa pesquisa. "Fiz osteopatia por 6 anos, anotava tudo o que era feito nas correções, mas as lesões recidivavam. Um professor disse na época que a pessoa que encontrasse a chave dos tecidos moles poderia progredir muito nos resultados", recorda Bénini.

Com esse start, ele e Grosjean começaram os estudos tendo como base a embriologia e a filogênese. Eles foram observando que ao liberar músculos do corpo, ele reagia de uma determinada forma.

"Quando liberávamos um músculo da família das vísceras, por exemplo, liberava a função de um órgão", cita Bénini. Os fisioterapeutas foram anotando todas as ligações e reações e expandiram os testes em todo o corpo. "Percebemos que poderíamos corrigir o corpo da cabeça aos pés.

Pela filogênese criamos leis no sistema nervoso que permitiu que elaborássemos a cartografia do corpo. Isso nos conduziu a todas as lesões nervosas que também envolvem disfunções musculares", detalha o fisioterapeuta.

Para confirmar os dados, eles convocaram pacientes para aplicar a técnica e foram anotando tudo o que era identificado de marca, todas as informações. "Queríamos ver se era repetitivo, e o fato de encontrar sempre a mesma coisa foi um elemento científico", completa Bénini. Essa primeira etapa de estudos, que envolveu a parte muscular e nervosa, durou cerca de 6 anos.

A experiência cresceu, chegou ao ambiente hospitalar, sempre com resultados positivos. "Fizemos uma pesquisa sobre colopatias funcionais, experimento grau A, que permitiu tratar essas pessoas que sofriam há anos, algumas há 40 anos, com resultado de 74% de melhora no real e 36% no placebo. Essa pesquisa explodiu sobre a criação da microfisioterapia em 1982, 83", diz Bénini.

Os estudos culminaram com a confirmação de que cada lesão tinha uma correspondência etiológica e patológica (causa e sintoma). Nisso foram mais 4 anos de estudos. A última etapa foi a do terreno, da hereditariedade. Memórias familiares também poderiam desajustar o organismo. As marcas podem surgir ainda na concepção. "Essa herança pode se rebelar e desestabilizar a função de um órgão", completa Bénini.

Atualmente a técnica vem ajudando fisioterapeutas e pacientes com tratamentos de resultado. "A microfisioterapia é capaz de encontrar lesões do passado, do presente e compreender o porquê que certas pessoas têm dificuldades de ir para o futuro, de ser livre. Podemos dizer que ela é extraordinária e preenche o desejo do fisioterapeuta de poder ajudar as pessoas a sair de suas dificuldades que emperravam a vida. Com a microfisioterapia os corpos se reparam sozinhos, o fisioterapeuta apenas tira o grão de areia que estava emperrando a máquina", finaliza Bénini.

O Corpo não Mente


O corpo não mente universe natural
Mais eficiente que a memória do computador, seu corpo registra tudo que aconteceu com você desde a infância até agora. O psicólogo e teólogo francês Jean-Yves Leloup relaciona símbolos arcaicos com várias partes do corpo e esclarece as causas físicas, emocionais e espirituais das boas sensações e de algumas doenças.

Uma página em branco. É assim o corpo novinho em folha do recém-nascido. Desde o instante do nascimento e a cada fase da vida, a pele, os músculos, os ossos e os gestos registram dados muito precisos que contam nossa história. “O homem é seu próprio livro de estudo, basta ir virando as páginas para encontrar o autor”, diz Jean-Yves Leloup, teólogo, filósofo e terapeuta francês.
É possível escutar o corpo e conhecer sua linguagem, que muitas vezes se expressa por sensações prazerosas, por bloqueios ou pela dor, que nada mais é do que um grito para pedir atenção. “O corpo não mente. As doenças ou o prazer que animam algumas de suas partes têm significados profundos”, revela Leloup.
Ele nos convida a responder algumas questões sobre pés, tornozelos, ventre, genitais, coração, pulmões e muitas outras partes. Elas podem ser nosso guia em uma viagem de autoconhecimento que toca em aspectos físicos, emocionais e espirituais: “Primeiro, podemos notar qual é nosso ponto fraco, o lugar de nosso corpo em que vêm se alojar, regularmente, a doença e o sofrimento. Há a escuta psicológica pela qual podemos prestar atenção no medo ou na atração que vivemos em relação a algumas partes do corpo. E há ainda a escuta espiritual. O espírito está presente em nosso corpo, e certas doenças e algumas crises são manifestações do espírito, que quer trilhar um caminho, que quer crescer, que quer desenvolver-se em membros que lhe resistem”, diz ele. E continua: “Algumas depressões estão ligadas a fatores emocionais, a um rompimento, uma perda, uma falência. Mas há também depressões iniciáticas, em que a vida nos ensina, por meio de uma queda, um acidente, que devemos mudar nosso modo de viver”.
Descubra a seguir quais são os símbolos associados por Jean-Yves Leloup a cada parte do corpo e responda às questões, que facilitam a reflexão e o reconhecimento do que está impresso em você. Boa viagem!
Pés, as nossas raízes
 “Será que experimentamos prazer em estar sobre a terra? Podemos imaginar o corpo como um árvore. Se a seiva está viva em nós, ela desce às raízes e sobe até os mais altos galhos. É de nosso enraizamento na matéria que depende nossa subida à luz. É da saúde de nossos pés que vem o enraizamento”, explica Leloup.
Ele lembra que em diferentes práticas de ioga há a purificação dos pés, que são mergulhados na água salgada. “Pelos pés podem escorrer nossas fadigas e tensões.”
 “A palavra pé, podos, em grego, relaciona-se à palavra paidos, que quer dizer criança. Cuidar dos pés de alguém é cuidar da criança que o habita. Perguntei a um sábio: ‘O que posso fazer para ajudar alguém?’ Ele respondeu: ‘Lembre-se de que essa pessoa foi uma criança, que ainda é uma criança. E que tem dor nos pés.’”
Preste atenção: verifique se seus pés são seu ponto fraco. Como você se apoia sobre eles? Em seguida, toque-os, sentindo ossos, músculos e partes mais ou menos sensíveis. Quais são suas raízes familiares? Quais as expectativas de seus pais em relação a você? Qual seu sentimento em relação a filhos?
Tornozelos, a possibilidade de ir em frente
Termômetro da rigidez ou da flexibilidade com que levamos a vida, os tornozelos têm relação direta com o momento do nascimento. “Por que esse é também um momento de articulação entre a vida dentro e fora do útero. Alguns de nós conheceram dificuldades e viveram até traumas nesse elo que une a vida fetal com o mundo exterior. O corpo guardou essa memória e a expressa na fragilidade dos tornozelos”, diz o filósofo.
Segundo Leloup, os tornozelos simbolizam também o refinamento da vida, as relações íntimas e a articulação do material com o espiritual. As pessoas em que o tornozelo é o ponto fraco têm dificuldade de avançar nos vários aspectos da vida. Dar um passo a mais é ir além de nossos limites e também saber aceitar o que se é, seja isso agradável ou não. “Essa é a condição para ir mais longe”, finaliza ele.
Preste atenção: você costuma ter dor nos tornozelos? Essa região é rígida ou flexível? Sofreu entorses? Em que momentos de sua vida eles ocorreram? É difícil avançar em direção ao que você quer? Qual é o passo que você precisa dar e o passo ao qual resiste?
Joelhos, o apoio para dar e receber colo
A flexibilidade é uma das qualidades importantes para que os joelhos sejam saudáveis. “Quando eles são rígidos, é provável que surjam problemas na coluna vertebral e nos rins”, lembra Leloup, que nos revela o significado mais profundo dessa parte do corpo. “Em algumas línguas, estranhamente há uma ligação entre a palavra filho e a palavra joelho. Em francês, por exemplo, genou, joelho, tem a mesma raiz da palavra générer, gerar. Em hebraico, joelho é berekh, e também bar e bèn, que significa filho. Assim, ser filho, ser filha é estar no colo, envolvido por esse gesto, que é o elo entre os joelhos e o peito. Temos necessidade de dar e receber essa confirmação afetiva. E manter alguém no colo, sobre os joelhos serve para manter o coração aberto”, finaliza.
Preste atenção: observe como são seus joelhos. Eles são flexíveis, rígidos, doloridos? É bom tocá-los ou não? Quem o pegou no colo quando você era criança? Esse gesto de intimidade é familiar para você? Qual a sensação? E você, para quem dá colo (seja fisicamente, seja como símbolo de acolhimento)?
Genitais, a energia de vida
O teólogo Jean-Yves Leloup fala dos tipos de amor e prazer, dos traumas e das sensações vividos na infância que marcam para sempre nossa sexualidade. Ele ressalta que o encontro de dois corpos pode ser mais que físico. “A representação mais primitiva de Deus foi encontrada na Índia e são o lingan e a ioni, o símbolo fálico masculino e o genital feminino. Assim a representação do sexo foi a primeira feita pelo homem para evocar Deus – porque o sexo é onde se transmite a vida. Dessa maneira, passa a ser o local da aliança, algo de muito sagrado”, considera Jean-Yves Leloup. “Portanto, a sexualidade não é somente libido. Essa libido pode tornar-se paixão, passar através do coração e transformar-se em compaixão. É sempre a mesma energia vital, que muda e se transforma de acordo com o nível de consciência no qual nos encontramos.”
Preste atenção: quais são suas dores ou doenças relacionadas aos órgãos genitais? Você sofre desses males? Qual a sensação diante dos seus genitais (vergonha, repulsa, prazer)? Qual sua postura em relação à sexualidade (à sua própria e ao sexo no contexto cultural)?
Ventre, o centro processador de emoções
Estômago, intestinos, fígado, vesícula biliar, baço, pâncreas, rins são os órgãos vitais abrigados em nosso ventre. Eles são responsáveis pela transformação do alimento em energia, pela absorção de nutrientes e pela eliminação de toxinas.
Emoções como raiva, medo, prazer e alegria acertam em cheio essa região e também precisam ser digeridas. Leloup aponta que “perdãotem uma virtude curativa porque podemos tomar toda espécie de medicamento, sermos acompanhados psicologicamente, mas há, por vezes, rancores que atulham nosso ventre, nosso estômago, nosso fígado”. Ele destaca que todas as partes do corpo lembram a importância de respeitar o tempo de digestão e assimilação de tudo que nos acontece de ruim e também de bom.
Preste atenção: como é sua digestão? Quando você tem uma forte emoção, sente frio na barriga ou alguma reação na região? Quais foram os fatos difíceis de ser digeridos em sua vida? O que há por perdoar?
Coração e pulmões, o pulso vital
Esses dois órgãos estão intimamente ligados a nossa respiração. “Ocoração é um dos símbolos do centro vital, ele é o centro da relação. E é importante observar como nossa vida afetiva influencia nossa respiração.  Às vezes, nos sentimos sufocar porque não correspondemos à imagem que os outros têm de nós, e isso também impede que o coração bata tranquilamente. Para alguns, querer ser normal a qualquer preço, querer agir como todo mundo, pode ser fonte de doenças”, assinala o psicólogo Jean-Yves Leloup.
Agir de acordo com suas vontades mais genuínas e aceitar o que se é, mesmo que isso não combine com o grupo, pode ser uma das formas de se libertar e sair do sufoco.
Preste atenção: você já teve períodos prolongados de angústia ou tristeza? O que liberta sua respiração e o que o sufoca? Você se preocupa muito com a imagem que as pessoas têm de você? Já parou para ouvir as batidas de seu coração e o das pessoas a quem você ama? O que deixou seu coração partido? O que o fez bater feliz?

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Memórias traumáticas perpetuam por pelo menos 2 gerações



Ferramentas de artigo

Action Press/Rex Features
Rato filhotes - e até mesmo filhos da prole - pode herdar uma associação com medo de um certo cheiro de dor, mesmo que não tenha experimentado a dor a si mesmo, e sem a necessidade de mutações genéticas.
Alguns medos podem ser herdados através das gerações, um estudo provocativo de camundongos relatórios 1 . Os autores sugerem que um fenômeno semelhante pode influenciar a ansiedade e dependência em seres humanos. Mas alguns pesquisadores estão céticos dos resultados, porque um mecanismo biológico que explica o fenômeno não foi identificado.
No entanto, alguns estudos têm sugerido que fatores ambientais podem influenciar a biologia mais rapidamente através de modificações epigenéticas '", que alteram a expressão de genes, mas não a sua sequência de nucleotídeos real. Por exemplo, as crianças que foram concebidas durante uma fome de guerra dura na Holanda na década de 1940 estão em maior risco de diabetes, doenças cardíacas e outras condições - possivelmente devido a alterações epigenéticas para genes envolvidos nessas doenças 2 . No entanto, embora as modificações epigenética são conhecidas por serem importantes para os processos, tais como o desenvolvimento e a inativação de uma cópia do X-cromossomo em fêmeas, o seu papel na herança de comportamento é ainda controversa.De acordo com a convenção, as seqüências genéticas contidas no DNA são a única maneira de transmitir informações biológicas através das gerações. Mutações no DNA ao acaso, quando benéfica, permitir organismos para se adaptar às condições de mudança, mas este processo normalmente ocorre lentamente ao longo de muitas gerações.
Kerry Ressler, neurobiólogo e psiquiatra da Universidade de Emory, em Atlanta, Geórgia, e um co-autor do estudo mais recente, tornou-se interessado na herança epigenética, depois de trabalhar com as pessoas pobres que vivem em cidades do interior, onde os ciclos de dependência de drogas, doença neuropsiquiátrica e outros problemas muitas vezes parecem repetir-se em pais e filhos. "Há um monte de histórias que sugerem que há transferência intergeracional de risco, e que é difícil de quebrar esse ciclo", diz ele.

Características hereditárias

Estudar a base biológica para esses efeitos em seres humanos seria difícil. Então Ressler e seu colega Brian Dias optou por estudar a herança epigenética em ratos de laboratório treinados para temer o cheiro de acetofenona, um produto químico o cheiro de que tem sido comparado aos de cerejas e amêndoas. Ele e Dias flutuava o perfume em torno de uma pequena câmara, dando pequenos choques elétricos camundongos machos. Os animais aprenderam a associar, eventualmente, o perfume com dor, tremendo na presença de acetofenona, mesmo sem um choque.
Esta reação foi passada para seus filhotes, Dias e relatório Ressler hoje na Nature Neuroscience 1 . Apesar de nunca ter acetofenona encontrou em suas vidas, a prole apresentaram maior sensibilidade quando introduziu a seu cheiro, estremecendo mais acentuadamente na sua presença em comparação com os descendentes de ratos que tinham sido condicionados a ser surpreendido por um cheiro diferente ou que passaram por tal condicionado. A terceira geração de camundongos - dos netos '- também herdou essa reação, assim como camundongos concebidos através in vitro fertilização com esperma de homens com sensibilidade a acetofenona. Experiências semelhantes mostram que a resposta também pode ser transmitida para baixo a partir da matriz.
Estas respostas foram combinadas com mudanças nas estruturas cerebrais que processam os odores. Os ratos sensibilizados a acetofenona, assim como os seus descendentes, teve mais neurónios que produzem uma proteína receptora conhecido para detectar o odor em comparação com os ratinhos de controlo e da sua descendência. Estruturas que recebem os sinais a partir dos neurónios de detecção de acetofenona e enviam sinais cheiro para outras partes do cérebro (tais como os envolvidos no processamento de medo) foram também maior.
Os pesquisadores propõem que a metilação de ADN - uma modificação química reversível a ADN que normalmente bloqueia a transcrição de um gene, sem alterar a sua sequência - explica o efeito herdado. Nos ratinhos de medo, o gene sensível à acetofenona de espermatozóides tinham menos marcas de metilação, o que poderá ter conduzido a uma maior expressão do gene do receptor olfactivo, durante o desenvolvimento.
Mas como a associação de cheiro com influências de dor esperma permanece um mistério. Ressler observa que se espermatozóides expressar proteínas receptoras odorantes, e que alguns odores encontrar o seu caminho para a corrente sanguínea, oferecendo um mecanismo potencial, assim como fragmentos pequenos, transportados pelo sangue de RNA conhecido como microRNAs, que a expressão do gene controle.

Conclusões controversas

Previsivelmente, o estudo dividiu os pesquisadores. "A esmagadora resposta foi" Wow! Mas como diabos está acontecendo? '", Diz Dias. David Sweatt, neurobiólogo da Universidade de Alabama em Birmingham, que não estava envolvido no trabalho, o chama de" o conjunto mais rigoroso e convincente de estudos publicados até o momento demonstrando adquirido transgeracional. Efeitos epigenéticos em um modelo de laboratório ".
No entanto, Timothy Bestor, um biólogo molecular da Universidade de Columbia, em Nova York, que estuda modificações epigenéticas, é incrédulo. A metilação do DNA é improvável que influenciam a produção da proteína que detecta acetofenona, diz. A maioria dos genes que se sabe ser controlada por metilação têm estas modificações, numa região denominada promotor, que precede o gene da sequência de DNA. Mas o gene de detecção de acetofenona não contém nucleótidos na região que pode ser metilado, diz Bestor. "As reivindicações que fazem são tão extremas que tipo de violar o princípio de que afirmações extraordinárias requerem provas extraordinárias", acrescenta.
Tracy Bale, um neurocientista da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia, diz que os pesquisadores precisam "determinar a peça que liga a experiência do pai com sinais específicos capazes de produzir mudanças em marcas epigenéticas no células germinativas, e como estes são mantidos".


"É muito enervante pensar que nossas células germinativas pode ser tão plástico e dinâmico em resposta a mudanças no ambiente", diz ela.
Os seres humanos herdam alterações epigenéticas que influenciam o comportamento, também, Ressler suspeita. Ansiedade dos pais, ele especula, pode influenciar as gerações futuras através de modificações epigenéticas de receptores para os hormônios do estresse. Mas Ressler e Dias não tem certeza de como provar o caso, e eles planejam se concentrar em animais de laboratório para o momento.
Os pesquisadores agora querem determinar por quantas gerações a sensibilidade à acetofenona dura, e se essa resposta pode ser eliminado. O ceticismo de que o mecanismo de herança é real provavelmente persistirá, Ressler diz: "até que alguém consegue explicar isso de uma forma molecular", diz Ressler. "Infelizmente, isso provavelmente vai ser complicado e provavelmente vai demorar um pouco."
Natureza
 
doi : 10.1038 / nature.2013.14272

Referências

  1. Dias, BG & Ressler, KJ Natureza Neurose. http://dx.doi.org/10.1038/nn.3594 ( 2013 ).
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  2. Heijmans, BT et ai . Proc. Natl Acad. Sei. EUA 105 , 17046 - 17049 ( 2008 ).
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sábado, 26 de julho de 2014

Atenção ao corpo: autocuidado e o caminho da atenção

O novo paradigma está proposto, e suas ramificações para pacientes, profissionais e todo o sistema de saude começam a entrar em curso.No entanto, nenhuma ação da medicina e, menos ainda, nenhum ato médico será será bem-sucedida sem que cada um de nós assuma a responsabilidade pela própria saúde .Isso se dá por meio de dois pontos-chave, interligados e interdependentes, além de extremamente poderosos em qualquer processo para uma vida melhor: a atenção e o auto cuidado.
De nada adiantam terapias eficientes, profissionais atenciosos, tempo e recursos financeiros se a cabeça estiver distante do corpo, o corpodistante das ações, e o cotidiano totalmente voltado para o mundo exterior.Se você acorda pensando nas atividades que deve realizar durante o dia, toma banho se lembrando da discussão que teve na tarde anterior, prepara o café lamentando nao poder dormir mais meia hora e dirige até o trabalho imaginando reuniões, prevendo problemas, fazendo mentalmente a lista do supermercado, não vivenciou realmente nenhum dos tantosmomentos que compõem o dia.Nao sentiu a mente despertando, as pernas se alongando ao sair da cama, o corpo sendo alimentado.Não prestou nenhuma atenção em si mesmo.
A todo momento estamos batendo à nossa própria porta e sendo contemplados com a possibilidade de abri-la,  redescobrindo o estranho que nos tornamos para nós mesmos.Redescobrindo-nos e, como anuncia o poeta, nos amando.Bater à nossa própria porta é o chamado para o despertar que traz consigo a lembrança de quem somos e de como chegamos onde estamos- celebrando o fato de estarmos vivos.É o chamado da atenção a nós mesmos.Sem essa atenção, nao sabemos o que se passa conosco nem ao redor de nós, em todos os níveis de existência .Sentimo-nos incomodados sem identificar de onde vem o problema .
Quando nos sentamos com a coluna curvada na cadeira do escritório, não percebemos o movimento das vértebras .Quando perdemos a paciência,  ficamos irritados e estressados às vezes sem nem saber por quê.Nao percebemos um carinho, nao somos capazes de parar para sentir um abraço.Nao sabemos que alimentos nos trazem sensações boas nem quais deles não digerimos bem.Por puro desconhecimento, repetimos ações que nos fazem mal e não incorporamos ao cotidiano práticas que nos sao benéficas .Nao respeitamos sequer a sede ou a vontade de ir ao banheiro, tudo fica para depois.
Assim, o dia vira uma correria sem fim, um amontoado de obrigações nas quais o corpo e a cabeça são encarados como máquinas em função de tarefas que precisam ser realizadas.Cuidar-se assim é impossível.Sem saber o que está acontecendo, o que faz bem e o que faz mal, não podemos nem mesmo pensar em começar a entender a importância do autocuidado na manutenção da saúde e na promoção do bem-estar.Não estamos falando de uma atenção neurótica e obsessiva, mas de uma que nos conduza a um cuidado constante com nossa vida e nosso corpo.
Quando conseguirmos mudar nossa maneira de entender e agir , estaremos finalmente com a atenção centrada em nós mesmos, em nosso corpo, em nossa mente, em nossas sensações , em nossas reações a tantos estímulos a que somos submetidos .E armadoscom essas ferramentas, podemos então iniciar um processo contínuo de autocuidado , valorização das ações , terapias e atitudes que nos fazem bem, ajudam nosso organismo e mantêm nossa saúde.(Medicina Integrativa a cura pelo equilíbrio, Paulo de Tarso Lima; págs..39 a 43)

quinta-feira, 24 de abril de 2014

Uma Memória que Altera a Vida

A construção da memória coletiva se torna, dessa forma, responsável direta pela própria construção do ser humano, desde o seu organismo até suas relações com o ambiente e com os outros seres humanos.A morfogênese, ou seja, a modelagem dos sistemas biológicos, seria, dessa forma, regida pelas informações contidas nos campos morfogenéticos.Assim, muito além da especificação e do ordenamento do próprio DNA, a memória coletiva também se faz fundamental no processo evolutivode ativação dos genes.
O processo de diferenciação celular passa a funcionar ligado diretamente às bioinformações contidas nesses campos.Os seres vivos, muitas vezes, mesmo que inconscientemente, conseguem demonstrar de forma clara a existência desses campos e sua interação com seus próprios organismos.
Um dos experimentos mais conhecidos, utilizados por Sheldrake para demostrar esta afirmação, é conhecido como " experimento do membro fantasma".O biólogo realizou uma série de testes para comprovar a existência desses campos e, mesmo que o organismo passe por uma mudança física, essa regência invisível continua a se fazer presente.
Sheldrake detectou que uma pessoa que perdeu uma parte de um membro continua a agir da mesma forma, como se o membro ainda existisse.Uma das experiências realizadas por ele demonstra que uma pessoa que não tem parte de um braço continua a atuar como se o membro ainda estivesse presente, como se empurrasse um membro fantasma.Nesse experimento, o pesquisador colocou frente a frente duas pessoas, uma com braço comprometido e outra pessoa completamente sã, e as separou por uma fina tela.A pessoa sem o braço deveria tentar empurrar a fina tela como se o braço existisse e, do outro lado, a outra tentaria sentir o toque.
Segundo os testes realizados por Sheldrake, quando esse experimento é realizado, ambas as pessoas realmente sentem o toque.O experimento mostra que , mesmo que não haja o braço físico, no campo morfogenético ainda há sua existência, e não apenas no cérebro da pessoa que o perdeu .E, por isso, ambas as pessoas conseguem sentir como se ele ainda existisse.
Com esse e tantos outros experimentos e estudos acerca dos campos morfogenéticos, aos poucos a ciência tradicional passou a ser questionada.A construção de uma conciência coletiva reverbera a maneira como todos os seres humanos pensam, agem, relacionam-se uns com os outros e conduzem suas vidas.Uma faísca de comportamento , uma nova simples idéia pode refletir após muitos e muitos anos e interferir na realidade de gerações futuras.O dramaturgo francês Victor Hugo afirmou que " nada neste mundo é tão poderoso quanto uma idéia cuja oportunidade chegou".Uma idéia pode mudar tudo.
Assim como processos evolutivos do comportamento dos seres sao fundamentais para um crescimento positivo da vida em nosso planeta, processos negativos também podem ser difundidos ao longo do tempo.Os campos morfogenéticos poderiam ser uma das explicações , por exemplo, do surgimento de grandes doenças da vida pós-moderna, como depressão e outras enfermidades ligadas ao estado mental.
Não só por boas idéias e bons aprendizados a ressonância mórfica pode ser responsável.Assim como já nascemos com muitas informações e hábitos importantes para as nossas existências, os males da sociedade também podem se tornar ingredientes dessa conciência coletiva."A ressonância mórfica tende a reforçar qualquer padrão repetitivo, seja pelo bom ou mal ...por isso, cada um de nós é mais responsável do que imagina, pois nossa ações podem influenciar os outros a repeti-las", afirmou Sheldrake em um artigo.A teoria dos campos mostra que nossas ações e pensamentos podem não só ser fundamentais para as mudanças em nossas vidas, como também influenciar o desenvolvimento da vida de todos ao nosso redor.
( Texto retirado do livro : Bioinformação - O elo perdido da medicina de Sérgio Areias , págs. 85, 86 e 87)

sábado, 22 de março de 2014

Acaso ao Nascer

Uma frase que muita gente já disse em discussões com os pais ou com a familia é: " Eu não pedi para nascer".Evidentemente, a própria pessoa que ouve a frase pode dizer: " Nem eu".Aí vamos recuando a pergunta até os confins das origens humanas.
De fato, nao se pediu para nascer, e essa condição nos coloca um dado especial: a vida é uma gratuidade, no sentido de que ela é uma oferta em que as pessoas não fizeram a demanda em relação a isso.Evidentemente que a expressão " não pede para nascer" quer significar, para quem a diz, que não é responsável pelas coisa que estão acontecendo ali; " afinal de contas, o que posso fazer?", fala, " a vida é assim".
O pensador espanhol do século XVII Francisco de Quevedo, na obra Vida de Marco Bruto, que nós ainda chamamos de Brutus( um dos assassinos de Júlio César), diz uma frase que nos ajuda bastante: "O nascer não se escolhe, e não é culpa nascer do ruim e, sim, imitá-lo".
E a culpa maior é nascer do bom e não imitá-lo.O que significa que a boa gênese, o bom nascimento , a boa possibilidade de seguir adiante é aquela que não se pediu para nascer, mas, no que nasceu naquele ambiente, naquela familia, naquele grupo, é preciso afastar o que dessa genética, dessa origem, é ruim, e imitar o que é bom.
( Texto retirado do livro: Pensar bem nos faz bem! 2  do Mário Sérgio Cortella; pág 83)

domingo, 26 de janeiro de 2014

A Doença Como Caminho


De uma maneira geral, a saúde é encarada como se fosse um estado de não doença, de não mal estar ou dor, quando o indivíduo pode continuar a levar a sua vida sem grandes alterações ou questionamentos.

É muito mais fácil tomar um medicamento para aliviar uma dor de cabeça, do que compreender a mensagem que o organismo está sinalizando. Somos muito imediatistas, tratamos apenas das aparências, não buscamos a origem ou as causas de nossa doença.
O corpo humano possui uma inteligência fisiológica cuja função básica é manter a homeostase do organismo diante de todos os estímulos do mundo exterior e interior. O equilíbrio é conseguido através da livre circulação de energia no organismo, assim como através das trocas contínuas entre o corpo e o meio ambiente. Esse fluxo contínuo de energia nos mantém vivos. Quando a circulação de energia não ocorre de uma maneira adequada surgem as doenças.
Nosso corpo vai sinalizando, com muita antecedência, o desequilíbrio através de pequenas alterações funcionais sem substrato físico; isto é, não há nada a nível orgânico que justifique aqueles sinais ou sintomas. Com a não valorização desses sinais e a manutenção do mesmo padrão de vida, as alterações físico-químicas vão-se cronificando, se solidificando até atingirem o seguimento físico; a doença passa a se expressar em algum tecido, órgão ou víscera, acompanhada de padrões mentais e emocionais bem determinados.
Saúde e doença são aspectos de um mesmo movimento. Através do desequilíbrio atingimos novo equilíbrio, uma nova freqüência, um novo patamar energético. No período de transição para esse novo padrão, vivencia-se a doença. Ela não é considerada como algo estranho, mas sim, a conseqüência de um conjunto de fatores que culminam em desarmonia e desequilíbrio. É através da doença que alcançamos saúde. Verifica-se, com uma certa freqüência, em pacientes com doenças graves ou terminais, relatos acerca de estarem vivendo melhor ou mais saudavelmente, a partir do momento em que se conscientizaram de sua doença.
Para vivermos em harmonia, precisamos ter flexibilidade e disposição para um grande número de opções de interação com o meio ambiente. Sem flexibilidade não há equilíbrio. Períodos de saúde precária são estágios naturais na interação contínua entre o indivíduo e o meio onde ele está inserido. 
Estar em desequilíbrio significa passar por fases temporárias de doença, nas quais se pode aprender a crescer.

A doença é uma oportunidade para a introspecção, de modo que o problema original e as razoes para a escolha de uma certa via de fuga possam ser levadas a um nível consciente onde o problema possa ser resolvido. A função básica do terapeuta está em espelhar a verdade para o paciente, ajudá-lo a desenvolver uma consciência do processo de vida e dos mecanismos (obstáculos e ilusões) que se criam para gerar a doença e, também, poder ajudá-lo a entrar em sintonia com seus próprios recursos de cura, possibilitando o resgate da auto estima, da aceitação e do perdão.
Como diz a música de Milton Nascimento e Fernando Brandt, “O que importa é ouvir a voz que vem do coração”, curar-se é abrir o canal da comunicação, é fazer-se entrar em contato com a própria essência, é despertar a capacidade de ser, estar, criar e descriar, sonhar e realizar. Essa autodescoberta é o caminho da auto-cura, que nada mais é do que resgatar o amor próprio.
O organismo doente está envolvido no aparecimento, no desenvolvimento e na cura de sua doença. O ser humano pode se instalar na doença, pode obter com ela benefícios, mas pode principalmente pela doença, exprimir tendências profundas. O corpo relata, fala, descarrega e protesta através do seu próprio adoecimento. É sempre, uma forma de o organismo expressar conflitos profundos. Como os distúrbios digestivos, por exemplo, que são muitas vezes, expressão de conflitos entre o reter e o expelir, entre o desejo e a necessidade.
A doença, portanto, não é algo que vem de fora ou já está lá antecipada, é, sim, um modo peculiar de a pessoa se comunicar em circunstâncias adversas. É, pois, em suas várias formas, um modo de ser no mundo, um modo de se relacionar com as pessoas em volta. Isso nos leva a ter que encarar o limite do conhecimento técnico na compreensão dos mecanismos de formação das doenças; e, em função desses princípios colocarmo-nos a refletir sobre a importância de se mudar o foco da ação terapêutica, em vez de nos centrar na doença deslocarmos o foco para a interação com alguém que está doente, de quem, na verdade, podem advir os recursos realmente curadores de uma doença.
Cada região do corpo além de prestar-se a uma determinada função do organismo pode sinalizar uma zona específica de conflito entre a mente e o corpo. Esses conflitos que geraram emoções estão relacionados a acontecimentos da nossa vida no passado, que não foram bem trabalhados e em razão disso, permanecem mal resolvidos e criando obstáculos para a vida atual. Quando refletimos sobre os conflitos e qual a nossa responsabilidade neles, pode ocorrer a liberação e distribuição de energia que facilita nossa consciência, expressão emocional e a organização de um novo modo de nos colocarmos diante da vida.
Poderíamos, entre outras coisas, dizer que a doença é passagem, é comunicação, é transformação e, acima de tudo, poderíamos dizer que ela tem um sentido muito pessoal para cada um, a cada momento de indagação. A doença seria, então, uma entrada em outra realidade. Como um sonho, ela pode ter inúmeras leituras para cada pessoa.
   Fonte:Livro- A Doença como caminho; Thorwald Dethlefsen & Rudiger Dahlke

domingo, 22 de dezembro de 2013

Mensagem final de 2013


Chegamos ao final de 2013, gostaria de agradecer a todos os pacientes pelo carinho, pela confiança em meu trabalho; a todos que visitaram meu blog; aos amigos, parentes e colegas da Microfisioterapia, que me incentivaram, apoiaram e me indicaram;aos mestres Daniel Grosjean e Patrice Benini por trazererem conhecimentos novos, sempre.
Agradeço a Deus por tudo de bom que me aconteceu neste ano, sou grata e me sinto muito feliz e realizada por trabalhar com o que amo e acredito, a Microfisioterapia .
Que venha 2014!!!


Abraços!!!

Caroline Nery

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Crescimento e Proteção

A evolução nos trouxe diversos mecanismos de sobrevivência que podem ser divididos, grosso modo,    em duas categorias: crescimento e proteção .Representam a base do comportamento que garante a vida dos organismos.Você pode não perceber, mas o crescimento é um fator vital para a sua sobrevivência mesmo que você seja adulto.Todos os dias, bilhões de células em seu corpo se desgastam e precisam ser substituídas .Por exemplo : todo o revestimento celular interno de seus intestinos é renovado a cada 72 horas.Para manter essa reposição constante de células o corpo depende de uma grande quantidade de energia diariamente .
Bem, a essa altura você não irá se surpreender se eu disser que descobri a verdadeira importância dos fatores de crescimento e proteção no laboratório onde estudei o corpo humano e seus bilhões de células.Quando estava estava colunando células endoteliais humanas, observei que elas se afastavam das toxinas que eu introduzia em seu ambiente, assim como as pessoas fogem dos leões e dos assaltantes.Notei, também que se moviam ou gravitavam em direção aos nutrientes, assim como nós buscamos café da manhã, jantar e amor.Esses dois movimentos opostos definem as duas reações celulares aos estímulos ambientais: a primeira é ir em direção a um sinal que promove a continuidade da vida- como os nutriente- e que caracteriza uma resposta de crescimento , e a segunda é mover-se em direção oposta a um sinal ameaçador- como toxinas- que caracteriza uma reação de proteção .Também  deve-se observar que alguns estímulos do ambiente são neutros e não geram reações de crescimento ou mesmo de proteção .
Minhas pesquisas em Stanford mostram que estes comportamentos de crescimento e proteção também são essenciais para a sobrevivência de organismos multicelulares como os seres humanos.Mas há um detalhe a ser mencionado sobre estes mecanismos opostos de sobrevivência que se desenvolvem há bilhões de anos: os dois não podem opererar simultaneamente, ou seja, as células não podem se mover ao mesmo tempo para frente e para trás.As células de vasos sangüíneos humanos que estudei apresentavam um tipo de anatomia microscópica para o fator nutrição e outro completamente  diferente para o fator proteção .Não podem utilizar os dois tipos de configuração simultaneamente ( Lipton et al.,1991).
Em uma reação similar à das células, os seres humanos também restringem seu comportamento de crescimento quando adotam o comportamento de proteção.Se você está fugindo de um leão, não há motivo para despender energia em crescimento .Para sobreviver (escapar do leão), você terá de reunir toda a sua energia para ativar mecanismos de luta ou de fuga.A redistribuição das reservas de energia para a reação de proteção invariavelmente resulta na redução do crescimento .
Além de desviar energia para a manutenção de tecidos e órgãos necessários para a reação de proteção, há mais de um motivo para que o processo de crescimento seja inibido.Este processo requer uma troca entre o organismo e o ambiente.Por exemplo: os alimentos são ingeridos e o que nao é utilizado pelo corpo é expelido.Portanto, a reação de proteção fecha o sistema para proteger o organismo de qualquer ameaça externa.
Inibir o crescimento também debilita o sistema, pois trata-se não apenas de um processo que consome, mas também que gera energia .Como consequência, situações que envolvam reações prolongadas de proteção inibem a produção de energia que mantém a vida.Quanto mais organismo permanece  nesse estado, mais comprometido se torna seu nível de energia .Na verdade, uma situação  que leve alguém a um " estado de terror" pode paralisar totalmente o processo de crescimento .
Por sorte não chegamos a esse ponto com tanta facilidade.Além disso, o processo de reação de crescimento e proteção nos organismos multicelulares é diferente  daquele das células individuais.Nem todos os nossos 50 trilhões de células têm de entrar em processo de crescimento ou proteção ao mesmo tempo.A proporção de células em cada um deles depende da ameaça  que o corpo capta.Podemos sobreviver algum tempo sob estresse, mas uma inibição crônica do crescimento de crescimento pode comprometer severamente nossa vitalidade.Também é importante dizer que vivenciar a vitalidade plena é mais que simplesmente eliminar os fatores de estresse.Na seqüência contínua de crescimento e proteção, eliminar os fatores de estresse somente nos coloca em um ponto neutro do processo .Para estar bem de verdade, precisamos não apenas eliminar os fatores como também vivenciar momentos intensos de alegria, amor e satisfação que estimulem nosso processo de crescimento .(Fonte: A Biologia da Crença - Bruce H. Lipton , páginas 174, 175e 176)

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Cientista demonstra que as emoções e os pensamentos afetam as moléculas de água,

No dia 10, japonês estará em BH para falar de pesquisa sobre sentimentos.

Um lançamento editorial de 1999, o best seller “Mensagens da água – Para uma Vida Saudável”, escrito pelo cientista japonês Masaru Emoto, mudou o paradigma sobre a emoção humana e provou, através de fotos, a influência do meio, dos sentimentos e das palavras sobre as moléculas de água.

Notável. Masaru Emoto explica que as moléculas de água são influenciadas pelas emoções

O livro traduzido para mais de 45 idiomas já vendeu mais de 3 milhões de cópias e traz um estudo revolucionário que, em 2005, foi apresentado na Organização nas Nações Unidas (ONU).

Emoto impactou o mundo ao apresentar fotos microscópicas que comprovam as alterações estruturais de uma partícula de água quando armazenada em um recipiente rotulado com palavras como “amor” ou “gratidão” e os resultados diferentes quando as palavras são “ódio” ou “inveja”. As moléculas de água também mudam quando são submetidas a diversos estilos musicais, orações e meditação.

O comportamento das moléculas de água diante de um agradecimento; cristais harmoniosos.

De lá para cá, o cientista, que também é presidente do General Research Institute e presidente emérito do International Water for Life Foundation, vem mostrando ao mundo suas pesquisas. No próximo dia 10 é a vez de Belo Horizonte recebe-lo.

Em entrevista exclusiva a , o cientista de 70 anos e que vive no Japão, diz que publicou no ano passado um novo livro, “Religião Japonesa e Água”. Desde março de 2000, Emoto visitou mais de 80 países e ministrou mais de 1.200 seminários.

“Essa tem sido a resposta das pessoas ao redor do mundo, e o número de pedidos de palestras só vem aumentando, mais e mais. A consciência das pessoas sobre a água está aumentando em todo o mundo, e a celebração de amor e gratidão com a água está se espalhando amplamente. Eu me sinto muito satisfeito por ter contribuído para despertar positivamente essa consciência nas pessoas, muito além da minha expectativa”.

O comportamento das moléculas de água diante de um agradecimento; cristais harmoniosos.

Emoto ensina que a água reflete a emoção das pessoas como um espelho. “Sentimentos como raiva, ansiedade, medo e ressentimento distorcem, de forma feia, a molécula de água e registram nossa energia de maneira negativa. Setenta por cento do nosso corpo e 93% do nosso cérebro são formados de água. Assim, os bons pensamentos nos afetarão fortemente, e os pensamentos felizes vão fortalecer nosso sistema imunológico”.

Já que os pensamentos positivos e negativos impregnam e cristalizam a água de formas diferentes, quis saber do cientista se ele havia pesquisado sobre como as drogas podem afetar a molécula de água, já que isso seria uma possibilidade de compreender o seu efeito sobre o corpo humano. Emoto responde com um exemplo. “A aspirina é uma mistura de diferentes químicas que eliminam a dor. Entretanto, quando cada química interrompe sua ação e volta a ser ela mesma, ela gera efeitos colaterais. A maiorias das químicas hoje utilizadas é as mesmas”.

O cientista chama a atenção para uma mudança de paradigma que está ocorrendo. “O século 20 foi do petróleo, o século 21 será a era da água. Seremos capazes de retirar energia da água muito breve. Eu penso que se isso acontecer, o Brasil será o país mais rico do mundo, porque tem o maior aquífero sob o solo. Mas, para isso, teremos que estudar o que é a água. Vamos estudar junto comigo? Estou ansioso para estudar com vocês brasileiros”, convida.

AGENDA: Palestra com Masaru Emoto, dia 10 próximo, às 19h, no auditório Topázio do Minascentro. Informações pelo telefone (31) 3785-8139, pelo site www.minhacasasaudavel.com.br , na rua Pouso Alto, 49 A, Serra e nos restaurantes Néctar da Serra (avenida Bandeirantes, 1839, e Fonte de Minas (rua dos Guajajaras, 619).

Fonte: O TEMPO

quinta-feira, 18 de julho de 2013

DEPOIMENTOS

 
Hoje vou postar alguns depoimentos de pessoas que atendi com a Microfisioterapia.Estes depoimentos foram enviados ao meu email e eu somente os copiei e colei aqui.Peço a quem quiser me enviar algum relato mande no meu email   carolinemnery@gmail.com, que postarei aqui em uma outra oportunidade.
Agradeço  a Ana Paula Del Menezzi, Natan, Heidi Robbe, Maria dos Reis, E.D.P. e R.D.




Meu nome é Ana Paula  sou mãe de um menino de 3anos de nome Natan.
Antes de completar 1ano o Natan desenvolveu um quadro clinico de otites recorrentes, com infecções, ruptura de timpano e vazamento de secreções. Com 1ano e 6meses foi diagnosticado que ele tinha OMSB(otite média serosa bilateral) e DISACUSIA BILATERAL(perda de audição e audição difusa), para este caso seria recomendado cirurgia para colocação de um tubo de ventilação, isto em Set/12. Já nos preparando para realização dos exames pré-operatórios, o médico precisou se ausentar e adiar a cirurgia, no domingo minha tia Flávia leu sobre a drª Caroline Nery, seu tratamento e do caso de um paciente que apresentava o mesmo quadro do Natan. Procurei por maiores informações com a mãe do paciente e marquei consulta com a Drª Caroline, no final de Nov/12, suspendemos os preparativos para a cirugia. Ele ficava inquieto com as massagens, mas não apresentou mais as infecções.  Dez/12 tivemos a segunda consulta, ele estava bem clinicamente e o retorno ao médico seria em Fevereiro. De férias ele continuava bem e as infecções não mais apareceram. Em Fevereiro procuramos o otorrino para iniciarmos os procedimentos, e como o Natan estava bem gripado os exames tiveram que ser adiados. No dia 18/03/13(um dia antes do aniversário de 3anos do Natan) depois de fazer o exames ele recebeu o diagnóstico positivo,ele estava curado da OMSB e a fonoaudióloga também constatou que ele não mais apresentava a DISACUSIA. Assim como foi com o paciente anterior com duas consultas o Natan foi curado. Agradecemos à Deus por colocar na nossa vida a Drª Caroline e por curar o Natan através do tratamento feito por ela. Que Deus continue te usando para cura de muitos. Deus te abençoe. Muito Obrigada. Abraços, Ana Paula F Del Menezzi Barroso





Na longa busca por alívio para dores (fibromialgia), me deparei com a nova técnica na internet.Li tudo que encontrei e no blog de Dra.Caroline.Como se uma luz piscasse no fim do túnel, marquei uma consulta.Logo após o primeiro atendimento, senti uma leveza jamais experimentada,em toda a minha vida. Como se tivesse deixado para trás, um grande peso.O sono ficou muito melhor.Despertava bem disposta,feliz.Como terapia que vai na raiz dos problemas, abre um precedente inigualável.Quem viver verá nascer uma nova postura da medicina convencional, tão resistente para encarar o ser humano como sendo mais que só corpo físico.
Já decorreram seis meses do meu último atendimento, estou bem.Descobri dentro de mim, uma nova maneira de encarar os desafios da vida.Aprendi a desdramatizar os pequenos problemas , uma nova maneira de levar a vida e as dores praticamente desapareceram.
Se você está com algum problema, tente a microfisioterapia. Tenho certeza que vai se surpreender,assim como eu.Deixo o  e-mail caso queira trocar informações: mariadosreis1943@yahoo.com.br.

Atenciosamente, Maria dos Reis 





"Meu nome é Heidi Robbe, tenho 51 anos de idade e a 5 meses tive a grande felicidade de conhecer a Microfisioterapia através da Caroline Nery!

Eu sofria, a 4 anos, com as dores intensas da fibromialgia, além de várias outras enfermidades decorrentes do stress excessivo (insônia, psoríase, depressão e síndrome do cólon irritavel (SCI)) . Procurei vários médicos (alopatas e homeopatas) e fazia uso constante de medicamentos, sem que os problemas se resolvessem.

Depois da primeira sessão de microfisioterapia eu me emocionei! Saí do consultório pisando em nuvens, leve e sem dores! No dia seguinte, acordei sem dores e bem disposta - coisa que a muito tempo não acontecia! Desde então, me sinto cada dia melhor, mais feliz, com mais energia e vontade de viver! Estou dormindo melhor, não sinto dores, a pseuríase sumiu, a depressão virou alegria de viver e o intestino está ótimo!

Além de recuperar a saúde física, a mudança na minha maneira de pensar, de reagir e de "sentir" as situações do dia-a-dia é impressionante! Hoje tenho mais coragem, acredito mais em mim, estou mais centrada e equilibrada e tenho muito mais disposição para a vida! Sou feliz!

Sou eternamente grata à Caroline e aos franceses Daniel Grosjean e Patrice Bénini por terem trazido ao mundo essa técnica tão maravilhosa que é a Microfisioterapia!"
 



E.D.P. para mim , posso dizer que a microfisioterapia está me devolveu partes da visão que, até então imaginava-se, ou melhor, os exames demonstravam que partes do nervo óptico do olho direito estava lesado. Há um ano atrás fui acometida de neurite óptica no olho direito. Fiquei internada por dez dias, realizando tratamento com corticóides, uma vez que os inúmeros exames realizados, tanto laboratoriais, quanto de líquor e imagem, não detectaram a causa de tal edema no nervo óptico. Após nove meses do tratamento só conseguia ler com o olho acometido sílaba por sílaba. Conforme demonstrou exames oftalmológicos havia perda de campo visual. Entretanto, ao me submeter à microfisiterapia, aquela parte do nervo óptico que estava comprometida, iniciou um processo de recuperação, o olho começou a lacrimejar e sair secreção promovendo uma limpeza no organismo, de expulsar os agentes patológicos/agressores que se instalaram ali. Hoje, após a terceira sessão, já consigo ler com o olho acometido de forma mais fluente, enxergando metade da frase de um texto, melhorando a cada dia.





R.D.- A Microfisioterapia para mim foi um processo de desintoxicação das dores vividas, quer seja em nível físico, emocional ou psicológico, me trouxe uma sensação de leveza, muito grande, em relação à vida.a sensação de deixar para traz sentimentos que direcionavam minhas ações, sem que eu atentasse que aquela forma de agir não precissava mais se repetir, mas meu corpo me direcionava para tal.Então, conhecendo estas memórias que estavam registradas em meu corpo, tive a oportunidade de agora, com mais maturidade, reavaliar acontecimentos e restaurar energias.Muitas vezes guardamos em nosso corpo dores, que as palavras não alcançam, para que sejam elaboradas, mesmo sentimentos trabalhados em psicoterapia ainda persistiam através dos sintomas.A Microfisioterapia, através da micro palpações foi a oportunidade de fazer com que elas fluíssem para fora de mim, eliminando os sintomas, pois muitas vezes as lembranças desaparecem da nossa memória, mas a dor continua no nosso corpo através dos sintomas.


 

 


sábado, 8 de junho de 2013

Memórias Celulares


Onde ficam as nossas memórias? Onde ficam registradas as lembranças daquilo que vivemos?

Você deve estar pensando que é no cérebro. Sim?

Pois bem! E se eu dissesse que não é apenas no cérebro, mas também em outros órgãos do corpo? É, há novos conhecimentos chegando por aí. O livro Memória das células traz novidades. Ele foi escrito por um Professor Doutor da Universidade de Harvard. Ele sofria de problemas cardíacos e teve de se submeter a um transplante de coração aos poucos, após o transplante, começou a ter pensamentos estranhos. Aos poucos foi percebendo que esses pensamentos poderiam ser memórias. Aí, como alguém que tem doutorado, é um cientista, foi pesquisar. E fez um estudo com um determinado número de pessoas transplantadas. Alguns não perceberam mudança nenhuma, nenhum pensamento estranho após o transplante. Outros, como ele, tiveram. O autor, Paul Pearlsall, entre tantos relatos, conta uma história...

Uma moça recebeu um transplante de coração. Não sabia quem havia sido a pessoa doadora. Tudo correu muito bem, a não ser... A moça começou a ter pesadelos. Neles, ela estava num beco onde era atacada e morta por um homem. Então foram atrás de informações. Descobriram que a doadora era uma moça que havia sido atacada, estuprada e morta... Num beco. Chegando àquele bairro, a moça que recebeu o transplante reconheceu o bairro e o beco nos quais nunca havia estado. E mais... Reconheceu o homem que a atacava nos pesadelos. Preso, o homem confessou o crime.

A conclusão? É que o coração transplantado carregava consigo as memórias de “sua dona”.

Os novos estudos estão indicando que as memórias estão nas células. O DNA leva as informações físicas consigo.
Vai levar as informações de como vou ser fisicamente: alto, baixo, loiro, moreno, olhos castanhos, verdes ou azuis. O RNA, presume-se, pois ainda não há comprovação científica, traz memórias de situações vividas. Um exemplo pode ser o de um gato. Quem o ensina a enterrar suas fezes? E quem ensina o cachorro a urinar no poste e, para isso, erguer a pata? Onde está esta informação?

Outras conclusões estão esclarecendo hipóteses antes levantadas. Além das informações acima, surgem mais questões. Como as células carregam consigo memórias, o que acontece conosco, com o nosso corpo, muitas vezes é resultado de nossas escolhas. A maneira como vivemos, nossos hábitos e nossos pensamentos vão interferir no estado de saúde de nossos órgãos do corpo e em nossa saúde. E mais, nossos descendentes podem carregar nas suas células memórias vividas por nós. É de cair o queixo!

Então, de novo, cuidado como você vive. Cuidado com o que você pensa. Isto tem conseqüências diretas para a sua vida. Você carrega tudo isso em suas células, numa memória  que pode ser eterna...

Pense nisso...




Fonte: www.oprogressoonline.com.br
1º de outubro de 2010

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Autoconhecimento e Felicidade

Há uns dias atrás me deparei, na internet, com alguns vídeos de depoimentos, de expoentes de diferentes áreas, que fazem parte do  documentário Eu Maior, que foi lançado neste mês.
A cada depoimento que assistia me fazia refletir sobre a minha vida, minhas buscas e minha existência...enfim, resolvi postar alguns aqui, apesar de não ter  relaçao direta com a Microfisioterapia, pois pode ajudar, de alguma forma a você que está visitando este blog.
 
 
 
 


 
Há outros depoimentos bem legais é só buscar no youtube

terça-feira, 2 de abril de 2013

Um poder invisível da fé

O psiquiatra americano afirma que as pesquisas são claras ao relacionar as diversas formas de religiosidade com a prevenção de doenças cardiovasculares e da hipertensão 


O psiquiatra Harod Koenig, professor da da Universidade de Duke, na Carolina do Norte , há 28 anos se dedica a estudos que relacionam religião com saúde .Tem quarenta livros publicados e mais de 300 artigos sobre o tema.Sua tese é que a fé religiosa ajuda as pessoas em diversos aspectos da vida cotidiana, reduzindo o stress, fazendo-as adquirir hábitos saudáveis e dando-lhes conforto nos momentos difíceis, entre outros benefícios .Koenig, de 60 anos, nasceu em uma família católica, mas hoje, por influencia da mulher, freqüenta a igreja protestante.Ele esteve recentemente no Brasil para dar uma palestra em Porto Alegre e lançar a edição brasileira do seu livro Medicina, Religião e Saúde - O Encontro da Ciência e da Espiritualidade.

Como o senhor chegou à conclusão de que a religiosidade aumenta a sobrevida das pessoas em até 29% ?   
Há uma relação significativa entre freqüência da prática religiosa e longevidade.Acredito que o impacto na sobrevinda seja até maior , algo em torno de 35%. Três fatores influenciam a saúde de quem pratica a religião.O primeiro são as crenças e o significado que essas crenças atribuem à vida.Elas orientam as decisões diárias e até as facilitam, o que contribui para reduzir o stress. O segundo fator esta relacionado ao apoio social.As pessoas devotas convivem em comunidades com indivíduos que acreditam nas mesmas coisas e oferecem suporte emocional e, às vezes, até      financeiro.O terceiro fator é o impacto que a religião tem na adoção de hábitos saudáveis .Tanto os mandamentos religiosos quanto a vida em comunidade estimulam a a boa saúde.Os religiosos tendem a ingerir menos álcool , porque circulam em um meio onde ele é mais escasso e com pessoas que bebem  menos.Eles também tem inclinação a não fumar.
É menos provável que adotem um comportamento sexual de risco, tendo múltiplos parceiros ou  parceiros fora do casamento.Tudo isso influencia a saúde e faz com que vivam mais e sejam mais saudáveis.

Também se beneficiam da fé os adeptos de religiões que proíbem cuidados médicos, como é o caso dos testemunhos de Jeová com a transfusão de sangue?
A maioria dos estudos comprova que os benefícios de ser adepto de uma religião são maiores que os malefícios .No caso das testemunhas de Jeová, há pesquisas que mostram que a longevidade deles não é diferente da dos católicos ou dos protestantes.                                                  

Quem se torna religioso tardiamente, também se beneficia?                                            
Sim, especialmente dos aspectos psicológicos e sociais.A vida passa a ter  mais sentido, a pessoa  ganha apoio da comunidade, esperança, interlocutores afinados com o seu jeito de ver o mundo. A        consequência é a melhora na qualidade de vida.A saúde física, no entanto, nao será tão influenciada    porque nao dá para apagar os anos de maus hábitos anteriores.                                            

Ter fé não é o mesmo que seguir uma religião.Do ponto de vista dos benefícios,  isso também faz diferença?
Não adianta só dizer que é espiritualizado e nao fazer nada.É preciso ser comprometido com religião para gozar dos seus benefícios .É preciso acordar cedo para ir aos cultos, fazer parte de uma comunidade, expressar sua fé em casa, por meio de orações ou do estudo das escrituras.As crenças religiosas precisam influenciar sua vida para que elas influenciem também sua saúde .

Como as diferentes religiões se comparam nesse efeito positivo sobre a saude e a longevidade que  o senhor detectou?                                                                                                                                            
Não há estudos confiáveis comparando as religiões.Até porque as mesmas religiões se desenvolvem em ambientes completamente diferentes e sao influenciadas por esses ambientes.Um credo cujos benefícios sao óbvios no Brasil pode nao ter o mesmo efeito positivo sobre as pessoas nos países     árabes.

Algumas enfermidades respondem melhor à pratica religiosa do que outras?
As doenças relacionadas ao stress, como disfunções cardiovasculares parecem ser mais reativas a uma disposição mental de cunho religioso.
O stress influencia as funções fisiológicas de maneira já muito conhecida e tem impacto em 3 sistemas ligados à defesa do organismo: o imunológico, o endrócrino e o cardiovascular.Se estes sistemas não funcionam bem, ficamos doentes.a religiosidade põe o paciente em outro patamar de tratamento.

O senhor diz quem vê Deus como uma entidade distante e punitiva tem menos benefícios para a saúde do que quem o vê como um ser compreensivo e que perdoa.Por quê?
A religião pode virar uma fonte de stress se aumentar o sentimento de culpa ou gerar um mal-estar na pessoa por ela nao conseguir cumprir com o que a doutrina considera que sao suas obrigações religiosas.
Não existem pesquisas que contatem isso, mas certamente um Deus punitivo, que vigia e condena seus erros, vai elevar esse stress.Por isso, acho que faz bastante diferença acreditar em um Deus amoroso e misericordioso.

Existem estudos que ligam a religiosidade profunda à ausência da depressão.O senhor também registrou esse efeito?
Os pacientes que lidam melhor com suas doenças, perdas e incapacidades ficam menos depressivos.Os religiosos suportam melhor suas limitações porque a religião dá significado a essas circunstâncias difíceis.O sofrimento adquire um propósito.O indivíduo não sofre sem razão nem sente sozinho.As religiões tem inúmeros exemplos de sofrimento: Jesus torturado e crucificado; Jô perdeu bens, família, saúde; Maomé, que passou por momentos difíceis na infância.Todos sofreram e a fé os fizeram seguir adiante.Um estudo recente da Universidade Colúmbia demonstrou que, quando são religiosos, filhos de pai e mãe depressivos têm menor risco de desenvolver depressão.Provar que pessoas com fatores genéticos de risco podem ser protegidos pela religião é sensacional.

Parte da entrevista do Psiquiatra Harold Koenig dada a Revista Veja em 10 de outubro de 2012